Há momentos em que lembramos de outros em uma espécie de Deja Vù, onde temos vivenciado uma sensação análoga antes.
Lembro-me ao entrar no banheiro da estação de quando eu frequentava o cinquentinha há uns 8, 10 anos atrás, que era uma barraca de cachorro-quente e bebidas na Praça da República, ao qual conheci casualmente em uma de minhas muitas andanças em manhãs de sábado pelo centro de São Paulo, após o trabalho.
Lá conheci alguns caras gays de variados tipos, aos quais fiz amizade, e outros rolaram algumas loucuras também. Ao lembrar dessas loucuras, me deparo no mictório do banheiro uma pequena pegação. Um rapaz chupava outro, e com a minha chegada, tomou um susto. Mas ao meu ver fazendo sinal de tudo bem logo reconheceu e se familiarizou com meu rosto. Ele já me conhecia. Enquanto eu ia na casinha, me masturbava lembrando de uma dessas histórias loucas que aconteceram na República.
Em uma dessas histórias, um rapaz que fazia transformismo já chegou chegando e propôs que eu fosse na casa dele, uma boate desativada da região do Arouche, ali perto. Haviam outras transformistas e drags morando por lá, mas fomos para um local que teríamos mais privacidade.
Era um camarim, com uma cama de solteiro velha. Apesar de ser feminino nos trejeitos, seu corpo masculino, magro, franzino, me excitava demais. Ele me despiu, me beijou e começou a me chupar, de forma delicada e carinhosa. Era uma chupada que, caralho, fico de pau duro só de lembrar.
Como estava ficando com tesão na casinha e não faltavam garotos que quisessem me atender, saí da casinha e vi na pia um rapaz que estava me olhando pelo reflexo do espelho. Sorri. Mas outro garoto, vindo do mictório, me chamava pra ir brincar com ele. Esse garoto era o que me reconheceu e tinha me chupado outra vez no mesmo lugar (geralmente são quase as mesmas pessoas que frequentam esses banheiros) e era do jeito que gosto: magros, morenos, pintudos, sarados e passivos. E me lembrei de novo do jovem transformista da República.
Também era moreno, mas mais branquelo, tinha um pau um pouco menor que o cara do banheiro, mas bonito e gostoso de chupar. Não resisti em retribuir o favor ao belo garoto que escondia sua sensualidade em roupas femininas.
Estava com tanto tesão que quase dei a bunda para o garoto, mas ele segurou minha onda, tanto que não quis me dar a bunda dele também. Ficamos nesta brincadeira gostosa até gozarmos juntos. Estávamos descansando até sermos interrompidos por uma gritaria na boate. Uma das drags estava incorporando um espírito. As meninas, desesperadas, tentavam acudí-la. Então preferi ir embora dali .
Enquanto isso no banheiro, duas bichinhas me chupavam caprichosamente, mas qualquer ruído interrompia o ato. Eu como teria uma prova criminal mais evidente, pelo volume de meu pau entumecido, corria para a casinha a qualquer sinal de perigo, e iria para a pia escovar meus dentes, em seguida. Apareceu um tiozinho, que não sabia se era gay ou não, pois só foi mijar, e um cego, que estava meio perdido e se esbarrava em mim e nas paredes, e no entanto fui amigo e cavalheiro, orientando-o e fornecendo ajuda para que ele fizesse uso do banheiro da forma mais rápida possível para que a sacanagem voltasse a acontecer.
Nada atrapalhando, continuou-se a pegação, com uma bichinha muito feia, me chupando, e o moreninho de pé, se masturbando e acariciando minha barriga. Agradeci o carinho do moreninho com um beijo. Novo barulho e corri pra casinha de novo. Precisava gozar depressa e ir embora, do contrário, demoraria demais pra voltar pra casa. Aí lembrei de um outro garoto que fiquei do cinquentinha, mas desta vez, a pegação foi na rua mesmo.
Eu já trocava ideia com meio mundo do tal cinquentinha, inclusive com um rapaz, declaradamente ativo, branquelo, forte, estatura mais baixa que a minha, e que estava a fim de mim. Fomos para a rua de trás, para dar uma mijada (por isso que o centro de São Paulo fede a mijo), e vi que além de ser gostoso, tinha um pau grande e super grosso. É de um pau desses que adoro chupar até dar cãibra na boca! Mas não tinha como fazer nada ali. Então eu abri o zíper da minha calça, ele abriu o dele e colocou o pau dele no buraco da minha calça, roçando aquele torpedo enorme entre minhas pernas. Era uma simulação de sexo incrível, e ele me beijava, me provocava, me fazia propostas sacanas, ele queria me levar pra casa dele pra ele me foder inteiro. Eu resistia, mas eu estava resistindo a mim mesmo, pois estava louco para ser enrabado por um pau tão potente quanto o dele.
Enquanto isso, na casinha, eu acelerava o ritmo da minha punheta, até que gozei, esporrando no vaso sanitário. Depois disso, saí da casinha sem olhar pra trás, exceto para o rapaz que estava no espelho, e sorri para ele, como se eu dissesse: "Você é o próximo!".