sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Aprendiz de feiticeiro

Cara, eu posso não ser um boy magya, mas eu me garanto, modéstia a parte. Mas claro que não aprendi o que sei sobre sexo sozinho. Sou um eterno aprendiz de feiticeiro. Até mesmo nas brochadas a gente tem que aprender um pouquinho, hehehehehe... Mas muito do que sei sobre sexo, sexualidade e tals aprendi com outras pessoas, compartilhando intimidades com o mundo. Até mesmo com os virgens a gente aprende, basta tirar lições da escola da vida, e de todas as experiências que podemos viver nelas.

Mas eu devo muito do que sei na cama a um cara que me pegava de jeito. Na boa, o cara manjava, e o mais incrível disso tudo é que o desgraçado é Hetero! Isso mesmo, hetero, mas não tinha a menor frescura em transar comigo e sempre que podíamos, fazíamos muitas sacanagens em seu barraco.
Ele gostava da minha chupada. Nossa, ele me indicava os caminhos para o boquete bem feito. Use a língua, não os dentes, acaricie, vá devagar, suba, desça, engole tudo (até engasgava, e até hoje engasgo), lambe as bolas, a virilha, mordisque as coxas, passe a mão no peito, no abdômen, belisque os mamilos, demonstre voracidade, mama me olhando, acompanhe meu ritmo, acelere quando estiver para gozar, que tesão...

Ele comigo era só ativo. No começo ele me colocava de bruços, deitado na cama. Esta é uma posição bastante confortável para principiantes, por incrível que possa parecer. O segredo de dar a bunda é a entrega. Se você não estiver com tesão, você não relaxa e fica tudo mais difícil. Tenso você contrai o esfíncter e dói pra caralho. Chega a doer todo o estômago, costas, abdômen; uma dor insuportável. Mas ele tinha paciência. Sabia que se chegar com jeito, rola uma foda gostosa. Não adianta falar "relaxa", pois não relaxa, você precisa extrair o tesão do cara. Fazer o cara curtir, ou pegá-lo de surpresa.

Com esse cara cheguei uma vez ao orgasmo dando a bunda sem se masturbar. O jato de porra saiu do meu pau do nada, enquanto ele me comia bem devagar. Ele me fez a posição frango assado, mas em vez de penetrar com força como de costume, ele só colocou metade do pau, e ficou lentamente penetrando da cabeça até a metade. Delirava, pois não sentia mais dor, e sim um prazer imenso, como nunca tinha sentido na vida. Cientificamente isso é possível, pois minha próstata estava sendo estimulada da melhor forma possível, com contato indolor e suave.

Ele também me colocava para cavalgar. Ele sentava ou deitava na cama e eu sentava em cima do pau dele. Às vezes, eu deitava. Foram várias posições: em pé, de lado, de quatro. O cara entendia que as variações de posição davam mais alternativas, apimentavam as relações sexuais.

O mais interessante, porém é que, depois de um tempo, ele também passou a fazer algumas coisas em mim. Uma vez, fizemos um 69. Ele me chupou enquanto eu o chupava, e passou a deixar que eu fizesse beijo grego nele. Pra quem não conhece, beijo grego é a popular cunete, eu dei uma linguada no cuzinho dele. Ele curtia, e fizemos isso muitas vezes, até que um dia ele topou dar o cuzinho para mim. Foi um desastre. Eu, afoito demais, tentei colocar com tudo e ele não curtiu, perdeu o tesão e me mandou embora.

Certa vez estávamos eu, ele e um outro cara, que também já tinha feito uma sacanagem. Rolou um sexo a três. Primeiro eu chupei um cara, depois o outro. Dei para um cara, depois para o outro e enquando dava para um, chupava o outro. Nunca havia satisfeito dois caras ao mesmo tempo. Foi louco...

O cara hoje é casado. Tem filhos, esposa, virou passado, virou lembrança. Mas quase tudo o que passei com ele, aprendi e aplico em meus 'amantes'. Recebo muitos elogios pelo meu desempenho sexual, e muito acontece pois na transa precisamos ser compreensivos e solidários. Se o cara quer ter prezer, por quê não proporcionar isso a ele? Devemos ser também progressivos. Comecemos do começo e depois vamos avançando aos poucos. Variar, entender, buscar algo que traga a ambos a satisfação. E além disso, se cuidar, né? Exercícios, alimentação e transar sempre com camisinha.
Tudo isso para uma vida longa de prazer e luxúria... ;)

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Sonho de jogar futebol

Sempre gostei desde pequeno de futebol. Ouvia os jogos no rádio, via pela TV. Vibrava, gritava, sonhava em ser jogador de futebol. Eu comecei tarde a jogar bola, quando tinha uns 11 anos, brincava na rua com meus vizinhos. Jogava na escola, não sendo lá essas coisas, mas me esforçava para jogar bem. Comecei então a jogar em um campo de várzea, em um treino, uma escolinha de futebol aos 13 anos de idade. Naquela época eu já começava a sentir que era diferente, que sentia uma certa atração por outros meninos até que um dia...
Era um dia chuvoso, uma quinta-feira de setembro de 1995. Choveu naquele dia, de praxe, o treinador encerrou o treino cedo, mas permitiu que nós continuássemos jogando bola. Eu estava indo embora, mas fui ao vestiário, tirar a sujeira do tênis e resenhar com os moleques, mas só havia um, um ano mais velho, tomando banho. Enquanto ele tomava banho, nós conversávamos, e daí veio a proposta...
Ele me pediu que eu chupasse seu pau. Curiosidade era grande, mas o garoto era atraente, morava em uma favela perto dalí. Eu tinha apenas treze anos e eu começava a conhecer o mundo do sexo, por conversas com colegas, revistas de sacanagem, conhecia a masturbação, o prazer sexual e o primeiro orgasmo havia tido em uma noite de carnaval, meses antes. Eu não sabia bem o que queria, mas eu tinha algo em mente de experimentar, que sabedoria era a arte de experimentar (depois de um tempo eu saberia que não era bem assim), e resolvi topar. Me abaixei e eu abocanhei aquilo. Como não sabia o que fazer, eu levei ao pé da letra, mas nem tudo foram flores naquela tarde...
Fomos surpreendidos. Naquele ato, um colega meu de treino e da escola entrou no vestiário, e me pegou no flagra. Passou um baita sermão, falando que eu deveria ter experimentado uma mulher antes para fazer isso. Ao cara, surpreendentemente não disse nada. Um baita machismo desde a puberdade. A atividade parou alí. O colega meu se foi, mas o que me fez a proposta ficou e me propôs a ir a um outro lugar para terminar o que começamos.
O problema é que colocou um outro garoto no circuito para ir junto para um local próximo, atrás de uma biblioteca. Daí rolou mais um pouco de pegada. Eu o chupei como se devia, ele quase me comeu, e o garotinho que não devia ter uns 10 anos queria brincar também. Queria que eu chupasse ele também, mas eu não quis. Não tinha os requisitos anatômicos para ser considerado atraente para o sexo. Enquanto isso eu me masturbava e finalmente gozamos. Pela primeira vez senti o gosto amargo da porra alheia.
Voltei para casa, com um sentimento paradoxal. Sentia o regozijo da experiência, mas o arrependimento da imoralidade que havia praticado. Estranhamente eu fui para casa e me masturbei pensando no que fiz. Senti prazer, mas com peso na consciência. Eu realmente não sabia o que sentia, mas o entendimento que recebi das pessoas era que ser gay era errado, era uma aberração. E esse peso carreguei resignado por muito tempo.
Aquela expreiência trouxe também o que é a dor do preconceito. Fui surpreendido novamente pois o cara que me flagrou contou aos meus colegas e a notícia se espalhou. Perguntaram a mim e desmenti, mas o cara jogo na minha cara: "Eu vi o que você fez!". Tive que encobrir a verdade com uma série de mentiras. Primeiro que era mentira, depois que fui forçado a fazer. Mas eu sentia um desejo, e este desejo tinha que colocar para fora de alguma forma.
Foi minha primeira experiência sexual. Um sexo oral em um vestiário de campo de futebol. Outras histórias vieram, inclusive com futebol. E vou contar a vocês.