quinta-feira, 24 de janeiro de 2008
Fim de ano no estaleiro
Foi por muito pouco que não se estragou meu fim de ano por conta de uma foda mal feita. Por respeito às partes envolvidas, não darei nome aos bois.Era um lance antigo. E sempre que rolava uma transa, era num banheiro de um lugar público. Eu comia aquele cu com um tesão incrível. E daquela vez não foi diferente. Inclusive eu adotei o procedimento certo usando camisinha, mas era tão ruim que acabou escapando, e na empolgação acabei continuando a transa sem proteção, sem saber que estava comendo um cu estragado. Não demorou três dias para aparecerem os sintomas: feridas, ardência ao urinar, pus e secreções. Precisei ir em dois médicos diferentes para me curar, e tudo isso às vésperas do natal, mas me curei a tempo de aproveitar as festas de fim de ano. Foi um susto, mas serviu de alerta para sempre fazer sexo seguro.É importante hoje em dia ter cuidado com a saúde, sobretudo em relação ao sexo, que é hoje a principal porta de entrada de doenças, algumas mortais como a AIDS.
Mais um para a coleção
Foi rápido e certeiro. Um cigarro, uma pergunta indiscreta, uma proposta indecente, uma entrada discreta, um segredo revelado, um ato libidinoso, um negócio frustrado, uma saída à francesa.Foi assim a tarde de segunda-feira. Não poderia imaginar que as coisas corressem dessa forma. Mas sei que muitas coisas em nossas vidas acontecem ao acaso, inesperadamente. A única preocupação que tenho é se o que aconteceu vazar de alguma forma (sei que de minha parte não acontecerá) ou gerar cobranças. Mas do jeito que aconteceu acho bem capaz que aconteça outra vez.
sábado, 19 de janeiro de 2008
Qual o problema?
Hoje, no metrô, vi um casal gay namorando na plataforma. Apesar da estranheza de alguns, achei um máximo. Porque sei o quanto o preconceito e o moralismo são os principais empecilhos para que pessoas como eu possam ser aceitos na sociedade e viverem dignamente. E são esses corajosos casais que, de forma silenciosa e pacífica, levantam a bandeira do fim da intolerância, e dão um tapa na cara da sociedade, também clamando a comunidade GLBTT a ser tão corajosos quanto eles. A única forma de acabar com o preconceito é banalizando toda atitude gay.
terça-feira, 15 de janeiro de 2008
Será?
Hoje acho que não vai ter nada além da minha entediante rotina. A coisa que mais me irrita neste mundo é pagar pelos erros alheios. Talvez por parte do que sou se deve, em boa parte aos erros de outras pessoas. São dez e quatro da manhã. Era para estar na cama, no oitavo sono, não aqui no último banco do ônibus, em plena avenida Rebouças, em um surpreendente dia de sol, após vários dias tristes e cinzentos em pleno verão de janeiro. Acho que hoje é dia de piscina. E talvez de algo novo. Mas anda tudo tão cinzento em minha vida que, mesmo um maravilhoso dia de sol, não me serviria de alento.
quinta-feira, 10 de janeiro de 2008
Tudo tem limite
Puxa vida! Pensei essa fiscalização toda tinha limite, mas hoje foi a gota d'água. Eu estava de boa na rua, trocando uma idéia com os moleques e quando entrei, dei de cara com ela, com os braços cruzados, olhando para a minha cara. Isto me deixou possesso a ponto de perguntar o que estava havendo. E ela começou com um discurso moralista, mas extremamente preconceituoso, com uma insinuação pedófila, que por muito pouco, eu não perdia o controle, esquecendo sua condição e estado de saúde, partindo para a agressão verbal e até física. O problema é que ela sabe muito bem a minha má reputação e por isso ela imagina as piores coisas a meu respeito. E o pior é que cheguei a dar motivos, em alguns momentos. Mas o que ela faz é desrespeitoso, degradante, segregatório, quase nazista."CARALHO! SOU SEU FILHO, NÃO SEU PRISIONEIRO! Mesmo não sendo quem esperava que fosse, tenho o direito de ser aceito e respeitado. Quando fui desmascarado, você disse isso, mas descobri que você é mais falsa que as vilãs das novelas que assiste, pois diz uma coisa e faz outra."...Tive que fazer uma pausa. Já estava quase chorando somente imaginando o que iria escrever. Não estava aguentando.Tudo isso por lembrar de minha vida restrita imposta por ela, pois sou ainda o único filho sob sua tutela. Os outros dois, ela perdeu-os para a vida. Estão livres. Ou quase, pois sempre que pode, ela mete o bedelho onde não deve.O curioso é que sou o que possuo o espírito mais rebelde e libertário, e no entanto, sou o gue me encontro mais aprisionado. Sempre tive menos liberdades e privilégios do que meus outros irmãos. Daí a minha rebeldia. Mas essa rebeldia, seja nas roupas, e em algumas atitudes, contrasta com meu pensamento crítico e minha polidez. Seria como um perfume caro guardado em uma embalagem barata (risos). Talvez seja essa a minha definição.
terça-feira, 8 de janeiro de 2008
Confissão
Cara, não poderia imaginar os depoimentos que você me enviou no Orkut. O que escreveu foi muito mal, ainda que me explicaste que estava bêbado quando escreveu aquilo.Saiba de uma coisa: quando ficamos embriagados, perdemos o controle de nossas ações, inclusive de coisas que guardamos a sete chaves em nosso consciente. Tanto é que as pessoas costumam dizer que quando bebemos, nos revelamos. Digo isso por experiência própria, não de testemunho, mas de vivência. Certa vez, me embriaguei em um bar em frente de casa. Depois de tomar várias doses, fiquei totalmente embriagado e nem sei ao certo o que aconteceu depois. Só me lembro de ter sido carregado para o quintal de casa e quase desacordado, eu ria. Minha mãe, desesperada, me socorreu, me deu um banho frio e após alguns vômitos, consegui dormir. No dia seguinte, o pessoal havia me dito que eu tinha "soltado a franga": que tinha dançado com homens, que tinha deitado na mesa de sinuca, e que tinha gritado "Eu quero rola!". De boa, eu não me lembrava de nada disso, mas certamente não era invenção, pois muitíssima gente havia dito a mesma coisa. Em resumo, embriaguez não é desculpa para dizer que mentiu, eu sempre imaginei que você sente de fato ciúmes, e que acredita que eu seja um verdadeiro cafajeste. Eu posso ser um cafajeste, mas eu tenho palavra e respeito muito as pessoas. E eu não admito que haja desrespeito contra quem quer que seja. Te adoro, mas não nestes termos. Não menti quando disse que me casaria com você. Mas assim, esse casamento não duraria uma semana. Eu sou um pássaro livre. Preciso de companhia, mas que esta companhia não ouse querer cortar minhas asas. Só peço que me perdoe por não poder ser a pessoa perfeita, mas quero ser a pessoa da sua vida.
segunda-feira, 7 de janeiro de 2008
Sol das 3 da tarde
Tarde repleta de gente. Às vezes fico pensando como as coisas poderiam estar melhores e não estão. Muitos serão os dias de sol e calor, mas poucos os de alegria e felicidade. Por muitas vezes chorei e fiquei tristonho. Quanta dor e quanta mágoa. Tento descrever uma síntese de sentimentos, em vão. Uma densa mistura de tristeza, pesar, dor, ira, dor e pena tomam conta de meu ser. Sinto-me vencido, ferido, sem razões para prosseguir. São tentativas frustradas de me animar que estou prestes a desistir de tudo e tentar uma vida nova. Mas que vida nova tentar? Sinto-me sem saída. Resta-me esperar por um novo amanhecer.
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