terça-feira, 8 de janeiro de 2008
Confissão
Cara, não poderia imaginar os depoimentos que você me enviou no Orkut. O que escreveu foi muito mal, ainda que me explicaste que estava bêbado quando escreveu aquilo.Saiba de uma coisa: quando ficamos embriagados, perdemos o controle de nossas ações, inclusive de coisas que guardamos a sete chaves em nosso consciente. Tanto é que as pessoas costumam dizer que quando bebemos, nos revelamos. Digo isso por experiência própria, não de testemunho, mas de vivência. Certa vez, me embriaguei em um bar em frente de casa. Depois de tomar várias doses, fiquei totalmente embriagado e nem sei ao certo o que aconteceu depois. Só me lembro de ter sido carregado para o quintal de casa e quase desacordado, eu ria. Minha mãe, desesperada, me socorreu, me deu um banho frio e após alguns vômitos, consegui dormir. No dia seguinte, o pessoal havia me dito que eu tinha "soltado a franga": que tinha dançado com homens, que tinha deitado na mesa de sinuca, e que tinha gritado "Eu quero rola!". De boa, eu não me lembrava de nada disso, mas certamente não era invenção, pois muitíssima gente havia dito a mesma coisa. Em resumo, embriaguez não é desculpa para dizer que mentiu, eu sempre imaginei que você sente de fato ciúmes, e que acredita que eu seja um verdadeiro cafajeste. Eu posso ser um cafajeste, mas eu tenho palavra e respeito muito as pessoas. E eu não admito que haja desrespeito contra quem quer que seja. Te adoro, mas não nestes termos. Não menti quando disse que me casaria com você. Mas assim, esse casamento não duraria uma semana. Eu sou um pássaro livre. Preciso de companhia, mas que esta companhia não ouse querer cortar minhas asas. Só peço que me perdoe por não poder ser a pessoa perfeita, mas quero ser a pessoa da sua vida.
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